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..Notícias - Novembro/08

27/11 - Minas tem 7 cidades com risco de epidemia de dengue

Fracassos nas ações de combate aos focos do Aedes aegypti deixam cidades mineiras em alerta para risco de epidemia em 2009. Sete municípios mineiros que apresentam alta infestação de larvas do mosquito vivem uma situação de perigo e somam problemas para serem resolvidos. Número insuficiente de agentes de zoonoses, recusa da população em receber os profissionais para vistorias, embates políticos e administrativos que resultaram no desmantelamento de equipes de combate a dengue. Para evitar que a população seja punida com a ocorrência de novos surtos, é agora de intensificar as ações e correr atrás do tempo perdido.

Das 24 cidades pesquisadas em Minas, as que apresentaram os maiores níveis de infestação do Aedes (1% a 3,9% dos imóveis com a presença da larva do vetor) foram: Ribeirão das Neves, Vespasiano, Sete Lagoas, Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Ipatinga, e Timóteo.

O número de casos de dengue segue um ritmo crescente, saindo de 20,2 mil em 2005 para 76,2 mil doentes, neste ano. Sete pessoas morreram em Minas, sendo quatro no interior e três na capital. Em Belo Horizonte, são 21, 1 notificações, com 12,6 da forma clássica, 45 com complicações e 13 tiveram a forma hemorrágica.

O último Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) feito em Minas demonstrou que Timóteo é a cidade com maior risco em relação a dengue: 3,3% dos imóveis abrigam larvas do mosquito. No ano passado, o Liraa era de 0,7% é atendia os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) que determina que a infestação do mosquito deve ser menor do que 1%.

Fonte: Estaminas

27/11 - Mundo pede a consumidor que compre mais

Há alguns meses, quando o tema da camada de petróleo pré-sal estava no clímax e a crise financeira internacional era apenas um rodapé de página, o Wall Street Journal, um dos mais influentes jornais americanos, publicou matéria cujo título, “Perfurem, perfurem, perfurem”, ganhou o status de solução para os problemas de energia dos Estados Unidos. Ou seja: a saída para os EUA, segundo o jornal, seria perfurar a plataforma marítima americana para descobrir petróleo. Hoje, quando o pré-sal é um rodapé de página e a crise econômica mundial está no auge, os governos das principais economias do mundo, inclusive o do Brasil, estão pedindo a seus habitantes que consumam, consumam, consumam. Essa espécie de mantra significa que, para os principais líderes mundiais, o único meio de combater a crise, depois do resgate financeiro dos bancos, é manter o consumo em alta e a economia aquecida, evitando a recessão.

Nos últimos dias, o governo dos EUA, de vários países da Europa, da China e do Brasil anunciaram uma série de medidas cujo único objetivo é estimular o consumo. Na terça-feira, os EUA anunciou um megapacote de US$ 800 bilhões para resgatar hipotecas podres e empréstimos para veículos e outros produtos. Na quarta-feira, a Comissão Européia pediu aos 27 países-membros do bloco que destinem US$ 260 bilhões, equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da UE, para superar a crise. Segundo a CE, a maior parte do dinheiro deverá ser usada para reativar a demanda e recuperar a confiança dos consumidores. O Banco do Povo da China anunciou um corte de 1,08 ponto percentual em sua taxa básica de juros e redução do depósito compulsório para aumentar a liquidez no sistema e promover o consumo.

Confiança

Em dezembro, será a vez do Brasil. O governo informou que prepara uma campanha de incentivo ao consumo, cujo slogan será “O mundo aprendeu a confiar no Brasil e o Brasil confia nos brasileiros”. A idéia é mostrar que a crise não pode inibir os consumidores de irem às compras. O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, admitiu na quarta-feira, no Senado, que o governo está preocupado com o consumo, principalmente com a situação das montadoras.

“Há muita preocupação nossa com a produção de veículos no Brasil. O que atingiu o mercado foi a oferta de crédito e isso está sendo regularizado. Mas o que está acontecendo no momento é que há uma preocupação muito grande do consumidor em assumir dívidas”, afirmou. Segundo dados do BC, no mês passado houve redução de 39,9% nas operações de crédito para veículos, 13,7% no crédito pessoal e 7,9% na aquisição de bens. O governo já anunciou a liberação de R$ 4 bilhões para financiamento de automóveis e injetou R$ 91 bilhões na economia via depósito compulsório. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo está pronto para tomar novas medidas de estimulo ao consumo.

O economistas divergem. “Se todos os problemas se resumissem ao suprimento de liquidez , bastaria um curso único de hidráulica na faculdade de economia, com uma torneira com água e um mico treinado em abrir e fechar”, diz Paulo Rabello de Castro, sócio da SR Rating e autor do livro “A Grande Bolha de Wall Street”. Castro, contudo, faz questão de lembrar que, de fato, a situação nos EUA é bem mais grave. “Todo americano tem a percepção de que seu fundo de pensão foi parcial ou totalmente para o brejo. E o sentimento é agravado pela noção de que a torneira fiscal de hoje é o imposto de amanhã, e que ele, contribuinte, tem que poupar para enfrentar o imposto, anulando o convite ao gasto”, compara.

“Mas mesmo aqui no Brasil o consumidor já entrou em atitude defensiva e as medidas de estímulo ao consumo são necessárias. Não dá para ver o consumidor ir para a retranca e não fazer nada”, garante Fernando Sampaio, sócio-diretor da LCA Consultoria. OK, mas o se consumidor perder o emprego? “Acho que a maior parte dos estímulos para a economia terá que vir mesmo dos cofres do governo”, completa o economista Flávio Barbosa, da PUC Minas. Pesquisas feitas pelo comércio mineiro mostram que o consumidor ainda não se retraiu com a crise, mas que o Natal deverá ser dos presentes de preços mais baixos. A menos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua campanha de consumo consiga convencer o consumidor de que a crise lá fora é só uma marola aqui dentro. (Com agências)

Fonte: Estaminas

25/11 - Internet contribui para desenvolvimento de jovens, diz estudo

Um projeto que ouviu mais de 800 adolescentes nos Estados Unidos concluiu que navegar pela internet, jogar online ou participar de sites de relacionamento é importante para o desenvolvimento. O relatório contrasta com a opinião de muitos pais e professores de que esses tipos de atividades online são uma perda de tempo.

O projeto de pesquisa do uso do tempo online pelos adolescentes durou três anos. "Eles estão adquirindo habilidades tecnológicas e conhecimentos necessários no mundo contemporâneo", afirmou a autora do relatório, Mimi Ito, pesquisadora do Departamento de Informática na Universidade Irvine, da Califórnia.

"Todas estas coisas que eram vistas como sofisticadas dez anos atrás, jovens de hoje encaram normalmente", disse a pesquisadora à BBC.

5 mil horas
O estudo, chamado Projeto Juventude Digital e patrocinado pela Fundação MacArthur, é parte de um programa de US$ 50 milhões sobre mídia digital e aprendizado. No período do estudo, os pesquisadores observaram os usuários por mais de 5 mil horas.

Para Mimi Ito, o contato online com amigos por meio de sites de relacionamento como MySpace, Facebook e Orkut é como os adolescentes "ficam juntos" atualmente, em comparação com locais públicos como shoppings, ruas e parques.

A pesquisadora também afirma que a internet dá a um grupo de adolescentes a oportunidade de explorar sua própria criatividade e "mergulhar profundamente em um assunto".

"Em um dos casos que estudei, a respeito de fãs de animação japonesa, alguns adolescentes se envolveram em grupos de produção de vídeo ou grupos de discussão online", conta a pesquisadora. "Eles escolhiam coisas como a linguagem japonesa ou algum conhecimento a respeito de vídeo, decodificação ou edição", acrescenta Ito.

Mas os pesquisadores também descobriram que existe uma grande divisão digital entre aqueles que têm acesso à internet e os que não têm. "A qualidade do acesso é o que importa para alguns adolescentes que podem contar apenas com a biblioteca da escola para navegar pela internet", diz Ito. "Freqüentemente é limitada, tem bloqueadores de acesso a alguns sites e só está disponível quando estas instituições estão abertas."

Pais e professores
Connie Yowell, diretora do setor de educação da Fundação MacArthur, afirma que a pesquisa cria uma nova forma de analisar como os jovens estão sendo ensinados. "O aprendizado hoje está se tornando cada vez mais baseado em parceria e redes de comunicação, e é importante levar isso em conta para começarmos a recriar a educação no século 21", afirmou.

A pesquisadora Mimi Ito também alerta que pais e professores precisam ficar mais atentos ao que os adolescentes fazem quando estão online porque as rápidas mudanças nestes ambientes significam que os perigos são variados.

"A maioria dos pais sabe pouco sobre o que os filhos estão fazendo online, mas eles tentam dar ajuda e orientação", afirma.

"Jovens não querem seus pais ou professores em suas páginas do MySpace ou Facebook, mas existe um papel mais produtivo para pais e professores que vai ajudá-los a se conectar com seus filhos e suas vidas", acrescenta.

Fonte: Estaminas

25/11 - Mercedes e Arcelor dão férias coletivas em Minas

Os trabalhadores da fábrica da marca Mercedes-Benz em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, entram em férias coletivas em 8 de dezembro, com a paralisação da produção decidida pela alemã Daimler para adequar os estoques aos efeitos da crise financeira mundial. Conforme o setor, os empregados serão dispensados por período que vai de 21 a 28 dias, retornando em 5 ou 12 de janeiro. A montadora não informou o número de funcionários que ficarão de braços cruzados e nem o volume de veículos que deixará de produzir. Já o ArcelorMittal, maior conglomerado siderúrgico do mundo, concederá férias coletivas, a partir de 10 de dezembro, na sua usina de Juiz de Fora para 715 dos seus 1,1 mil metalúrgicos, ou seja, 65% do efetivo. A medida também é atribuída à turbulência na economia.

Na siderúrgica do grupo em João Monlevade, região Central do estado, 300 operários ficarão de férias a partir desta terça-feira. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora, os 1,1 mil trabalhadores da montadora alemã no município serão dispensados de forma escalonada até o início de janeiro. Toda a produção do CLC deste ano foi destinada ao exterior e pode ter chegado a 28 mil veículos. Segundo Geraldo Werneck, presidente da entidade, a maior preocupação é com o corte de empregos nas indústrias da cidade, como o já anunciado na unidade da Votorantim Metais e atribuído ao desaquecimento das vendas da matéria-prima no exterior.

Na usina do ArcelorMittal, o alto-forno, a aciaria e a área de laminação serão paralisados durante o período das férias escalonadas que varia de 17 a 23 dias, até 2 de janeiro, dependendo do turno de produção e da área da fábrica. A empresa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que tendo em vista o desaquecimento do consumo de aço, antecipou para este mês a produção programada para dezembro. A procura no mês que vem poderá ser, então, suprida por estoques já formados.

A mesma decisão foi adotada na usina do grupo em João Monlevade, onde 180 trabalhadores do laminador nº 2 entram, nesta terça-feira, em férias coletivas de 15 dias. Assim que eles voltarem ao trabalho, sai outro grupo de 120 trabalhadores de um segundo laminador que será paralisado por idêntico período. Em outubro passado, o ArcelorMittal anunciou que interromperia o funcionamento de altos-fornos em 12 unidades na Europa.

A crise financeira tem mostrado efeitos em toda a cadeia de produção mínero-metalúrgica, desde a exploração do minério de ferro. As vendas da matéria-prima no mercado brasileiro caíram 32,7% em outubro, somando 3,405 milhões de toneladas, frente ao volume de 5,062 milhões de toneladas no mesmo mês de 2007, de acordo com relatório divulgado, segunda-feira, pelo Sindicato Nacional da Indústria da Extração do Ferro e Metais Básicos (Sinferbase). A diferença a menor foi de 1,657 milhão de toneladas. No acumulado dos 10 meses analisados, a redução é menor, embora ainda acentuada, de 9,1%, com a comercialização de 48,692 milhões de toneladas em 2008. A estatística das exportações, por sua vez, não revela, por enquanto o efeito do desaquecimento econômico. O setor exportou 241,705 milhões de toneladas de janeiro a outubro, representando aumento de 23,3% na comparação com 2007. Os valores não foram informados.

Fonte: Estaminas

24/11 - Crise pode ter fim em 18 meses, estima Apec

Os líderes da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), grupo de 21 países que conta com EUA, Japão e China, disseram no domingo que a crise global poderá ser superada em 18 meses. Reunidos em Lima (Peru), eles, porém, não deram detalhes de como isso será alcançado.

"Nós já tomamos medidas extraordinárias e urgentes para estabilizar nossos setores financeiros e reforçar nosso crescimento econômico", disse o bloco em nota.

Mas mesmo entre alguns dos líderes que participaram do encontro no Peru há dúvidas de que a crise global possa ser vencida já em meados de 2010. Para o presidente mexicano, Felipe Calderón, o prazo é mais uma estimativa do que uma previsão. E o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, foi mais além. "Eu acho que seria especulação se comprometer com esse tipo de prazo." Os líderes reafirmaram o compromisso contra novas barreiras para investimentos e comércio exterior, em um momento em que "o risco de menor crescimento mundial pode levar a pedidos de medidas protecionistas".

Fonte: Estaminas

24/11 - Bancos estão no centro da crise financeira global

Com seus investimentos - e perdas - em ativos ligados a hipotecas de alto risco (conhecidas como "subprime"), os bancos, especialmente os americanos, estão no centro da crise financeira global e vários já caíram desde o início da turbulência.

O pedido de concordata, em 15 de setembro, do Lehman Brothers (que era o quarto maior banco de investimento dos EUA) foi o principal fator que desencadeou o recrudescimento da crise. Desde então, o Dow Jones, o principal índice da Bolsa de Nova York, já se desvalorizou em quase 29,55 % -no ano, a queda é de 39,34%.

O pedido também gerou uma série de negócios no setor, além da ajuda de governos de boa parte do mundo. Com a iminência da quebra do Lehman Brothers, o rival Merrill Lynch foi vendido ao Bank of America -que, meses antes, adquiriu a Countrywide Financial. O JPMorgan Chase, que no início do ano levou o Bear Stearns, comprou em setembro o Washington Mutual. E o Citigroup perdeu uma disputa com o Wells Fargo pelo Wachovia (que era o quarto maior banco dos EUA em valor de ativos).

Nos EUA, a crise também fez governo e Congresso aprovarem um pacote de US$ 700 bilhões de ajuda às instituições financeiras.

Na Europa, o Reino Unido teve que injetar capital em alguns de seus principais bancos, como o Royal Bank of Scotland. Países como Alemanha, Holanda e Bélgica também tiveram que socorrer instituições financeiras, entre elas o ING e o Fortis. Os maiores bancos da Islândia tiveram ajuda do governo, e o país caminha para uma profunda recessão.

Fonte: Estaminas

18/11 - Petróleo fecha em queda e perdas chegam a 62% desde recorde

O preço do petróleo cru recuou 3,7% nesta segunda-feira, até US$ 55 por barril, seu menor nível em 22 meses, entre expectativas de uma redução da demanda pela matéria-prima e após ser divulgado que o Japão entrou oficialmente em recessão.

Os contratos de futuros do petróleo cru com vencimento em dezembro fecharam em baixa de US$ 2,09 na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), até US$ 54,95 por barril (159 litros).

O petróleo do Texas já está US$ 92,32 mais barato (62,68%) que em 11 de julho, quando alcançou um preço recorde de US$ 147,27 por barril.

O preço dos contratos de gasolina para entrega em dezembro caiu US$ 0,04 o galão (3,78 litros), até US$ 1,17, enquanto o do combustível para calefação diminuiu US$ 0,04, até US$ 1,79 por galão.

Por outro lado, o gás natural para entrega em dezembro terminou o pregão a US$ 6,53 por mil pés cúbicos, US$ 0,22 mais caro que no fechamento de sexta-feira.

O petróleo cru fechou nesta segunda-feira em pelo segundo dia consecutivo em baixa, depois que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) reduziu, pela sexta vez seguida, sua previsão sobre o crescimento da demanda mundial de petróleo em 2008 e 2009 --devido ao efeito da crise financeira e econômica e o situou em 0,33% e 0,57%, respectivamente.

Em Londres, o barril de petróleo Brent, de referência na Europa, recuou nesta segunda-feira 3,55% na ICE Futures (Bolsa Intercontinental de Futuros de Londres, na sigla em inglês), também afetado pelos temores de uma queda da demanda.

Assim, o barril de petróleo Brent para entrega em janeiro fechou nesta segunda-feira a US$ 52,31, uma queda de US$ 2,14 em relação ao fechamento da jornada anterior.

O pregão londrino recebeu com nervosismo as notícias de que o Japão entrou oficialmente em recessão e que a demanda de energia desceu na China.

A economia do Japão teve uma contração de 0,1% no terceiro trimestre, depois de, um trimestre antes, o PIB (Produto Interno Bruto) do país já ter registrado contração de 0,9% (segundo dados oficiais revisados). Com isso, o país entrou em recessão (definida como dois trimestres seguidos de contração na economia). Os EUA, que tiveram uma contração econômica de 0,3% no terceiro trimestre, devem registrar um novo resultado negativo no trimestre em curso, com isso também caindo em recessão.

Na semana passada, a Eurostat (a agência européia de estatísticas) já havia anunciado dados que mostram que a zona do euro entrou em recessão: o PIB da região teve uma contração de 0,2% no terceiro trimestre do ano, na comparação com o segundo trimestre --quando também houve contração de 0,2% na comparação com o período imediatamente anterior.

Fonte: Estaminas

18/11 - Diretor-executivo do Yahoo! apresenta demissão

Jerry Yang, co-fundador do portal de internet Yahoo!, se demitiu do cargo de diretor-executivo da empresa, segundo um comunicado divulgado nesta segunda-feira. Ele, no entanto, vai participar do processo de escolha de seu sucessor.

A saída de Yang é seguida de várias críticas ao modo como ele administrava a empresa, que viu suas ações caírem para cerca US$ 10 nos últimos meses. No início do ano, ele recusou uma oferta de compra do Yahoo! pela Microsoft, que ofereceu US$ 47,5 bilhões, o equivalente a US$ 33 por ação, pela companhia.

Em um e-mail endereçado aos funcionários da empresa, Yang afirmou que participará do processo de seleção de seu successor.

“Eu sempre farei o que for certo para esta grande companhia”, afirmou ele na mensagem. No e-mail, Yang ainda afirmou que seu sangue “é roxo”, em uma referência à cor predominante no logotipo da empresa.

Seleção

A BBC apurou que Yang tomou a decisão de deixar o cargo de CEO da empresa no mês passado. Até agora não foram apontados nomes daqueles que podem sucedê-lo.

A empresa, que tem sede no Estado norte-americano da Califórnia, afirmou estar fazendo entrevistas com candidatos dentro e fora do Yahoo!. A seleção está sendo comandada pelo presidente da companhia, Roy Bostock.

“Jerry e o conselho da empresa tiveram um diálogo permanente sobre os passos de sua sucessão e nós concordamos que agora é a hora certa para fazer a transição para um novo diretor-executivo”, disse Bostock.

No início deste mês, durante o encontro da Web 2.0 na cidade de São Francisco, Yang surpreendeu a indústria de tecnologia ao afirmar em uma conferência que a Microsoft ainda deveria comprar o Yahoo!.

“Não acho que seja uma má idéia, que seja pelo preço certo, qualquer que seja ele. Nós queremos vender a empresa”, disse ele na ocasião.

A declaração foi dada horas depois de o Google ter anunciado sua desistência da parceria de publicidade com a empresa. As ações do Yahoo! fecharam esta segunda-feira a US$ 10,63, fazendo com que a companhia possa ser avaliada como um todo por US$ 14,7 bilhões.

Fonte: Estaminas

17/11 - Iphan quer transformar Estrada Real em patrimônio da humanidade

Do Brasil para o mundo, com escalas na história, gastronomia, arquitetura, festas populares e belezas naturais. A Estrada Real (ER) caminha a passos largos para se tornar patrimônio da humanidade sob a chancela da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A iniciativa de pedir o título na categoria Itinerário cultural partiu do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que terá um grupo de trabalho para fazer estudos e o dossiê sobre a rota que ligava, desde o século 17, Diamantina e Ouro Preto ao Rio de Janeiro e Paraty (RJ), para escoamento de ouro e diamantes em direção a Portugal. A intenção do Iphan, diz o superintendente regional em Minas, Leonardo Barreto de Oliveira, é apresentar toda a documentação dentro de um ano.

Confiante no potencial da ER para ganhar reconhecimento internacional, Leonardo tem em mãos um primeiro levantamento sobre o trajeto de 1.632 quilômetros, que passa por 198 municípios de três estados, sendo 168 em Minas Gerais, 22 em São Paulo e 8 no Rio de Janeiro. Nesse roteiro, há 50 quilômetros de trechos calçados de pedras, remanescentes do período colonial, além de cidades e monumentos reconhecidos pela Unesco, como Ouro Preto, Diamantina e o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, e outros tombados pelo Iphan. Se obtiver o título, a ER estará no patamar de outros tesouros da Terra, entre eles o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, e a Rota do Incenso e das Especiarias, no Oriente Médio.

Há alguns fatores que poderão favorecer o sucesso da empreitada, entre eles a maior visibilidade internacional conquistada pelo Iphan. Desde o ano passado, o Brasil ocupa uma cadeira no Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, órgão que delibera sobre o reconhecimento dos bens, fazendo com que o país atue como um dos porta-vozes da América Latina. Outro ponto positivo está na criação do Centro de Formação e Lista Indicativa, no Rio de Janeiro, descentralizando as ações, que eram sempre avaliadas em Paris, França. Assim, explica Leonardo, o escritório do Rio, instalado no Palácio Gustavo Capanema, cuida dos assuntos da América Latina e África, enquanto o de Hong Kong, na China, fica com os da Ásia, e o de Bahrein com as questões relacionadas ao Oriente Médio.

Mapas antigos

Nos dois últimos anos, uma equipe multidisciplinar, formada por historiadores, geógrafos e outros profissionais, sob o comando do jornalista Américo Antunes, fez uma pesquisa profunda sobre a ER, que foi entregue ao Instituto Estrada Real/Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (IER/Fiemg) e ao Iphan. Nos mapas de divulgação, a estrada tem o desenho de um Y invertido e se compõe de três trechos e uma variante: no eixo principal estão os caminhos Velho (liga Paraty a Ouro Preto), Novo (Rio de Janeiro a Ouro Preto) e dos Diamantes (de Ouro Preto a Diamantina), e a variante de Sabarabuçu (do distrito de Glaura, em Ouro Preto, a Barão de Cocais). “O nosso objetivo foi identificar os elementos que caracterizam a rota cultural da estrada e seu patrimônio natural. Para tanto, nos fixamos nos mapas feitos pelo engenheiro português José Joaquim da Rocha, que veio para o Brasil em 1760 e morou em Ouro Preto. No século 18, os mapas da região das minas eram guardados a sete chaves e proibidos, pela corte portuguesa, de serem consultados”, explica Antunes.

Na comparação entre antigos mapas – “para analisar, cartograficamente, como era a ER” – e a base geográfica atual, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a equipe viu poucas diferenças, com variações médias em torno de 500 metros. O traçado que se vê, agora, portanto, é autêntico, guardando trechos de pedras no distrito de Serra do Cipó (ex-Cardeal Mota), em Santana do Riacho, a 100 quilômetros de Belo Horizonte; no Caminho dos Escravos, em Diamantina, antigo acesso para as minas de Mendanha; na comunidade de Vau, entre Diamantina e Serro, no Vale do Jequitinhonha; e no Caminho do Ouro, em Paraty, na Serra da Bocaina. A trilha de pedras da Serra do Cipó causa impacto por manter intacto o sistema construtivo, com drenos e canaletas. Além de tudo, na parte mais alta tem-se uma visão estonteante da paisagem, com a vegetação do parque nacional e dos rios cristalinos.

“Os 50 quilômetros, não lineares, de trechos calçados da ER resistiram exatamente por estar na subida de morros ou no alto das serras. Do contrário, a expansão agropecuária já teria acabado com eles”, analisa Antunes, lembrando que os trechos foram pavimentados para que fosse possível fazer a travessia, com as tropas de burros, nos períodos chuvosos. Na pesquisa, a equipe destacou ainda as pontes de pedra de cantaria do Caminho Novo, entre Ouro Preto e Ouro Branco, por onde transitaram Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814), Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746-1792) e os imperadores Pedro I (1798-1834) e Pedro II (1825-1891); os sítios tombados; e as unidades de conservação ambiental sob proteção. Cada monumento é acompanhado de uma ficha específica com as suas características.

O diretor geral do IER/Fiemg, Baques Wladimir Carvalho Sanna, aguarda com “expectativa e muito trabalho” a futura indicação, certo de que as chances são boas: “Já temos o pré-dossiê e vamos fazer mais ainda para enriquecê-lo com informações atualizadas e dados históricos, a fim de pavimentar esse caminho da ER até a Unesco”. Criado há nove anos, o programa turístico Estrada Real tem gestão compartilhada entre o IER/Fiemg e o governo estadual, via Secretaria de Turismo.

Fonte: Estaminas

17/11 - FMI pede mais fundos para ajudar países contra crise

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse que a instituição precisará de pelo menos mais US$ 100 bilhões para aumentar sua participação na ajuda os países afetados pela crise financeira internacional.

Em entrevista à BBC, Strauss-Kahn disse que o fundo tem liquidez suficiente para o futuro imediato, mas precisará de mais recursos ao longo dos próximos seis meses. “O número de países com problemas ao mesmo tempo aumentou dramaticamente e eles estão vindo até o FMI para pedir ajuda”, afirmou. “Então nós precisamos de mais recursos”. “A questão é conseguir lidar com o problema nos próximos seis meses, e eu acredito que todos os chefes de governo estão conscientes da necessidade de um FMI mais forte”, alertou.

Corte de juros

A declaração do diretor do FMI foi feita em meio à notícia de que a economia japonesa entrou oficialmente em recessão, tendo registrado crescimento negativo de 0,1% no terceiro trimestre. No trimestre anterior, a economia do país asiático já havia retraído 0,9%.

Na sexta-feira, véspera da reunião dos chefes de Estado do G20 em Washington, o Japão havia oferecido ao fundo US$ 100 bilhões para ajudar a abater os efeitos da crise em vários países.

Strauss-Kahn descreveu a oferta do primeiro-ministro japonês, Taro Aso, como um “grande passo adiante”.
O comunicado divulgado após a reunião do bloco, que reúne as maiores economias do mundo e os países emergentes, ressaltou o “importantes papel do FMI na resposta à crise”, parabenizou seu novo mecanismo de prover liquidez em curto prazo e pediu uma revisão de seus instrumentos e condições para ser mais flexível na concessão de empréstimos.

Para o analista da BBC Andrew Walker, os comentários de Strauss Kahn não são um apelo explícito por ação, mas sugerem que ele ficaria “feliz” se instituições como o Banco Central Europeu reduzissem mais suas taxas de juros.

Críticos dizem que o BCE tem hesitado em reduzir as taxas em contraste com outras instituições, como o Federal reserve (o banco central americano).

Fonte: Estaminas

14/11 - Retração da oferta de emprego no país preocupa, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou nesta quinta-feira (13) preocupação com a retração da oferta de emprego no país, por causa da crise financeira internacional.

"O que me preocupa e o que já aconteceu comigo, é que muitas vezes você quer comprar ou trocar de carro e ouve por aí que vai ter um problema, e acaba não comprando. Na hora que você não compra um carro, é menos um carro produzido, e pode ser um posto de trabalho que você perde", afirmou Lula, em Roma, pouco antes de embarcar para Washington, onde participará da reunião do G20 (grupo formados por grandes economias desenvolvidas e emergentes).

Ele disse que atendeu pedidos da indústria automotiva, de facilitar a concessão de crédito para o setor, para garantir a manutenção do aumento do número de empregos. Lula afirmou que o governo considera também prioritários, os setores de construção civil e agricultura, que empregam mais. Ele reiterou que não quer nenhuma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) paralisada.

O presidente disse que até o momento a situação do Brasil é diferente de outros países, onde empresas, entre as quais, montadoras, entraram em concordata.

"Tem uma coisa que foge do controle de todos nós, que é o pânico psicológico. Se todos os dias falarmos em crise e colocarmos um pouco de terrorismo, o consumidor que estava querendo comprar um carro, uma casa, uma geladeira ou uma televisão, não vai mais comprar. Aí a crise começa a chegar na economia real".

Lula disse que vai continuar otimista. "Se tiver algum político brasileiro ou qualquer outro que quiser ficar na cadeira chorando, saiba que eu vou sair pelo mundo para enfrentar a crise."

Fonte: Globo

14/11 - Receita libera consultas a lote residual do IR 2004 nesta sexta

A Secretaria da Receita Federal informou que serão abertas nesta sexta (14), a partir das 9h, as consultas a um lote residual do Imposto de Renda Pessoa Física 2004, ano-base 2003. As restituições estarão disponíveis para saques em 24 de novembro e terão a correção de 63,8%.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte pode acessar a página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou ligar 146.

Serão liberadas 17,4 mil declarações nesse lote. Desse total, 4,75 mil referem-se a restituições, no valor de R$ 15,3 milhões. Ao mesmo tempo, outras 10,4 mil declarações terão imposto a pagar, no valor de R$ 12,3 milhões, e 2,26 mil contribuintes não têm imposto a pagar ou a restituir.

Fonte: Globo

13/11 - Crise chega às classes C e D

O crédito fácil e barato, responsável pela expansão do consumo nas classes C e D, está arrefecendo, assim como o interesse dos trabalhadores que ganham entre R$ 600 e R$ 3 mil, pertencentes a essa parcela da população, em manter as compras. Pesquisa divulgada pela agência McCann Erickson Publicidade, realizada entre 25 e 30 de outubro em metrópoles e cidades com mais de 200 mil habitantes nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, revela que 36% dos 618 entrevistados esperam, como conseqüência da crise, reduzir o consumo.

“As classes mais baixas vão ser mais afetadas pela restrição ao crédito e haverá uma contenção do consumo para os bens não essenciais. Esse será o principal reflexo da crise”, afirma Milton Gimenes, diretor-geral da Target Marketing, empresa especializada em pesquisa de mercado. E as pessoas estão realmente dispostas a realizar cortes que, para a maioria, serão iniciados no cartão, mas ainda podem atingir o lazer da família e a compra de celulares. Além da redução dos gastos, ainda 61% dos entrevistados consideram postergar planos e projetos, como a melhoria da casa e a compra do carro.

Assim como a turbulência econômica é peculiar por ter sido iniciada nos países desenvolvidos e se alastrado para o restante do mundo, a pesquisa também revela um comportamento curioso quanto à preocupação sentida por habitantes de cidades do interior dos estados e aqueles que vivem nas capitais. O interior está mais pessimista e preocupado, já que, para 47% dos interioranos a vida já está pior, enquanto nas capitais, o percentual é de 36%. “A força do agronegócio no interior é muito grande e a economia dessas cidades está muito globalizada. Como houve uma queda nos preços das commodities, o problema já vem sendo sentido há alguns meses já que a maior parte da economia gira em torno desse negócio”, explica Aloísio Pinto, vice-presidente de planejamento da McCann.

O receio é grande: 76% dos pesquisados estão preocupados com a situação econômica do país. A diarista Valdívia Pereira Costa já demonstra certa cautela e adia o plano de iniciar a construção de sua casa. “Vou deixar a casa parada, porque acho que a crise vai atingir muito o preço do material de construção”, afirma. Na avaliação dela, o que vai pesar é o aperto nas compras, já que os produtos estarão disponíveis, mas o dinheiro para comprar estará mais difícil. “O dinheiro está diminuindo. As pessoas que ganham menos serão as mais afetadas”, explica.

O cenário de incertezas, porém, ainda não foi sentido por boa parte da população, já que, para 58% dos entrevistados, a vida nos últimos meses está semelhante ao que era antes, enquanto 25% acreditam ter piorado. Mas nem por isso impediu que o resultado quanto aos efeitos do momento econômico na família fosse avaliado por 88% das pessoas como inevitável. “O que vai indicar que a crise está na vida do cidadão será no momento em que o desemprego começar a se aproximar, seja através de um amigo ou parente ou quando o rendimento mensal não for mais suficiente para as compras habituais”, observa Aloísio. A pesquisa revela que 32% das pessoas receiam que o emprego seja comprometido.

Os dados do levantamento também revelam um perfil de consumidor das classes C e D que está mais susceptível a um comportamento reativo à crise. Seriam as mulheres, gerentes do orçamento doméstico, que decidem as compras da família e que têm a renda consumida com contas fixas, como a escola dos filhos. “As mulheres são mais preocupadas e estão cada vez mais a frente do orçamento familiar, o que justifica o resultado”, avalia Aloísio. Ainda segundo ele, a pesquisa foi realizada justamente para evidenciar a postura dos consumidores das classes sociais emergentes. “A tônica da crise será ditada pelo comportamento das classes C e D, já que o crescimento do Brasil é ditado pelo consumo interno. O aumento do alarmismo terá, cada vez mais, efeito sobre essa parcela da população.”

Fonte: Estaminas

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