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..Notícias - Outubro/08

31/10 - Horário de verão aumenta risco de infarto, diz estudo

Adiantar os relógios em uma hora por causa horário de verão aumenta o risco de infartos, alerta um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Karolinska da Suécia.

Segundo o estudo, publicado no New England Journal of Medicine, os casos de infarto do miocárdio aumentam cerca de 5% na semana seguinte ao ajuste dos relógios – principalmente nos três primeiros dias.

“A hora de sono perdida e os conseqüentes distúrbios de sono que isto provoca são as explicações mais prováveis”, disse Imre Janszky, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

Em entrevista à agência de notícias sueca TT, outro cientista ligado ao estudo chegou a sugerir o fim dos ajustes anuais dos relógios. “Talvez seja melhor adotar o horário de verão durante todo o ano, em vez de ajustar os relógios duas vezes por ano. Este é um debate que está ocorrendo atualmente”, disse o Dr. Rickard Ljung.

Com base no registro de infartos na Suécia desde 1987, os cientistas do Instituto Karolinska chegaram às conclusões do estudo após examinar as variações na incidência de ataques cardíacos durante os períodos de ajuste dos relógios, no início e no fim do horário de verão.

Sono a mais

Os cientistas também observaram que o reajuste dos relógios no fim do horário de verão (que na Suécia ocorre sempre no último domingo do mês de outubro), que é sempre seguido por um dia de uma hora extra de sono, representa uma leve redução do risco de infartos na segunda-feira seguinte.

A redução no índice de ataques cardíacos durante toda a semana que se inicia, no entanto, é significativamente menor do que o aumento registrado no início do horário de verão.

Estudos anteriores demonstram que a ocorrência de infartos é mais comum às segundas-feiras. Segundo os cientistas do Instituto Karolinska, o ajuste dos relógios no horário de verão oferece outra explicação para este fato.

“Sempre se pensou que a causa da maior incidência de infartos às segundas-feiras fosse principalmente o estresse relacionado ao início de uma nova semana de trabalho. Mas, talvez outro fator seja a alteração dos padrões de sono ocorrida durante o fim de semana”, observou o Dr. Janszky.

Os cientistas explicam que os distúrbios do sono produzem efeitos negativos no organismo humano e alertam que níveis elevados de estresse podem desencadear um ataque cardíaco nas pessoas que se situam em grupos de risco.

“Pessoas mais propensas a sofrer um infarto devem viver de maneira saudável, e isto inclui ciclos regulares de sono durante toda a semana”, diz Rickard Ljung. “Como um cuidado extra, podem talvez também relaxar mais nas manhãs de segunda-feira”, acrescentou ele.

Os cientistas suecos esperam que o estudo possa aumentar a compreensão sobre os impactos que as alterações dos ritmos diários do organismo podem ter sobre a saúde humana.

“Cerca de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo são expostas todos os anos aos ajustes dos relógios, mas é difícil generalizar a ocorrência de infartos do miocárdio que isto pode provocar”, observou Ljung.

Fonte: Estaminas

31/10 - Governo admite economizar menos para aliviar crise

O governo já tem a estratégia para proteger o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da crise econômica mundial em 2009: reduzir o superávit primário para 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), em vez de 4,3%, como tem feito este ano. Com isso, serão liberados cerca de R$ 15 bilhões extras. Se isso não for suficiente, haverá cortes no Orçamento, a começar pelos R$ 20 bilhões em investimentos que não integram o PAC e pelos projetos incluídos por emendas parlamentares. O governo ainda pode renegociar acordos de reajuste dos servidores. “O último é cortarmos o PAC e os programas sociais”, disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Preservar o PAC é a ordem do presidente Lula. Uma olhada no 5º balanço do programa, divulgado nessa quinta-feira, dá uma idéia do por quê. Obras de vulto, como o Arco Rodoviário do Rio de Janeiro e a integração de bacias do Vale do São Francisco serão entregues à população no ano eleitoral de 2010. O PAC foi escolhido pelo governo para evitar uma grande queda da expansão econômica durante a crise. “O PAC tem um nítido caráter anticíclico”, disse a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. “Ele funciona como um fator que faz com que não se perca a agenda do crescimento e do desenvolvimento econômico”.

Segundo Dilma, esse caráter anticíclico se dá não só pelos investimentos do governo, mas também pela sinalização que o PAC dá ao setor privado. Só a parte do PAC executada com dinheiro do Orçamento, sem contar estatais, bancos oficiais e empresas privadas, é de R$ 25 bilhões no ano que vem. “Não acredito na possibilidade de a crise afetar o PAC porque não acredito numa desaceleração profunda”, disse Dilma.

Ela acha que a arrecadação federal não terá uma queda brusca em 2009. Além disso, ressaltou que boa parte do PAC é privada. “O setor privado continua interessado porque a maioria dos projetos é de alta lucratividade”, disse. Um exemplo citado por ela foi o leilão de concessão de rodovias paulistas, realizado na véspera, com sucesso.

Fonte: Estaminas

30/10 - Câmara aprova criação do Fundo Soberano para incentivar empresas que atuam no exterior

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira projeto do governo que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB), que será responsável pela aplicação de recursos públicos em ativos, como moedas estrangeiras e títulos (ações e debêntures) de empresas brasileiras que atuam no exterior.

O texto aprovado é o substitutivo do deputado Pedro Eugênio (PT/PE) para o projeto de lei nº 3674/08 do Poder Executivo. As 12 emendas apresentadas pelos deputados foram rejeitadas e a nova redação, dada por Pedro Eugênio, foi aprovada por 291 votos contra 78 e quatro abstenções.

Depois da votação, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), encerrou a sessão e convocou outra para esta quinta-feira (30), às 10h, quando serão analisados os destaques para votação em separado.

Fonte: Estaminas

30/10 - Caixa abre linha de R$ 3 bi e libera dinheiro da poupança para construção

A Caixa Econômica Federal confirmou nesta quarta-feira que irá disponibilizar uma linha de crédito de capital de giro de R$ 3 bilhões para empresas de construção civil. Além disso, o governo vai permitir outros bancos direcionem mais recursos da poupança para essas empresas.

Os empréstimos da Caixa terão uma garantia adicional, além daquela dada pela empresa que toma o empréstimo. O governo vai criar um fundo com base nos dividendos que seriam pagos pela Caixa à União até 2010. O fundo terá de R$ 1,050 bilhão, ou seja, vai garantir 35% das operações.

Os juros para a linha serão de TR mais 11% ao ano. Hoje, o juro para capital de giro no mercado está acima de 20% ao ano. O financiamento estará limitado a 20% do valor do empreendimento imobiliário.

Haverá um período de carência. O empresário pagará juros e correção monetária até o final da construção. O principal do empréstimo só começa a ser pago depois do término da obra, nos 24 meses seguintes.

Segundo a Caixa, a tendência é que o repasse de custos para o mutuário seja menor. Hoje o capital de giro já é repassado para o comprador, mas em valores maiores, pois os juros são mais altos.

"No valor final para o mutuário, isso diminui, pois o empresário tinha um custo maior", disse a presidente da Caixa, Maria Fernando Coelho.

Poupança

Na segunda medida para o setor, o governo autorizou os bancos brasileiros em geral a direcionar 5% do saldo da poupança para capital de giro de construtoras. Hoje, eles já são obrigados a aplicar 65% em financiamento imobiliário.

Fonte: Estaminas

29/10 - Perdigão anuncia prejuízo de R$ 25 milhões puxado por variação cambial

A Perdigão anunciou nesta terça-feira que fechou o terceiro trimestre deste ano com prejuízo de R$ 25,4 milhões, ante lucro de R$ 90,2 milhões no mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, no terceiro trimestre foi impactado pela variação cambial nas despesas financeiras.

"Em função da acentuada e repentina mudança do cenário cambial, contabilizamos R$ 200,9 milhões de despesa financeira, sem desembolso de caixa, como efeito da desvalorização do real frente ao dólar no trimestre sobre nossa exposição cambial líquida de aproximadamente US$ 700 milhões, a qual se refere à política de proteção natural de cerca de três meses das receitas de exportações", informou a empresa.

A companhia informou que "as condições de extrema volatilidade do mercado requerem redobrada cautela" e que os investimentos da empresa na diversificação dos negócios deve provocar "melhoria gradual e consistente de nossos resultados." A Perdigão registrou, no terceiro trimestre, aumento de 80,4% na receita bruta, para R$ 3,5 bilhões, e o resultado operacional aumentou 6,3%, gerando um Ebitda de R$ 274,9 milhões, 20,7% superior no trimestre.

O mercado interno representou 54,8% das vendas líquidas e apresentou um crescimento de 88% nas receitas brutas, 28,7% nos volumes de carnes, 381,3% para os produtos lácteos e 52,5% para os outros produtos processados. Já o mercado externo ficou com a participação de 45,2% nas receitas líquidas. As exportações cresceram 70% em receitas, com volumes de vendas 44,9% maiores em carnes.

Os produtos processados, que participaram em 46,3% das vendas, cresceram 44,9% em receitas e 30% em volumes.

Fonte: Estaminas

29/10 - Câmara aprova MP que dá poderes ao BC para socorrer bancos

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira a medida provisória 442, que dá poderes ao Banco Central para socorrer bancos em dificuldade. A votação se deu por meio de um acordo entre governo e oposição. Os deputados ainda estão votando os destaques ao texto.

Os bancos serão socorridos por meio de empréstimos feitos pelo BC. Em troca, o BC receberá como garantia a carteira de crédito desses bancos e poderá também interferir na gestão dessas instituições.

Foram feitas 74 emendas ao projeto pelos parlamentares. O relator da matéria, deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), incorporou três emendas integralmente e uma de forma parcial.

Uma das mudanças obriga o BC a enviar um relatório trimestral ao Congresso sobre as operações realizadas. Outro destaque, que ainda será votado, diz que, em caso de inadimplência por mais de 90 dias, o dono do banco terá de responder solidariamente, inclusive com a indisponibilidade de seus bens.

Poderes

A MP dá poderes ao BC para adquirir carteiras de empréstimos de bancos no Brasil através do mecanismo conhecido como redesconto, que já existe hoje, mas é utilizado apenas para dar liquidez aos bancos no curto prazo. O BC também poderá fornecer empréstimos em dólares por meio do redesconto aceitando como garantias títulos públicos e privados.

Uma terceira questão tratada pela MP é a criação de um mecanismo financeiro denominado Letra de Arrendamento Mercantil, que poderão ser emitidas pelas empresas de leasing para captar dinheiro no mercado financeiro.

Fonte: Estaminas

24/10 - Ministério Público instaura inquérito para apurar casos de nepotismo

O Ministério Público Federal do Distrito Federal e Territórios instaurou nesta quinta-feira inquérito civil público para apurar os casos de nepotismo na Câmara, no Senado e também no Executivo --nos órgãos da administração direta e indireta. Também nesta quinta os procuradores pediram ao procurador-geral a República, Antônio Fernando Souza, que envie ofícios requerendo informações detalhadas sobre o assunto. Os ofícios foram encaminhados à Câmara, ao Seando e ao Ministério do Planejamento.

Souza deve encaminhar os ofícios para os presidentes do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), além do ministro Paulo Bernardo (Planejamento) para que enviem informações detalhadas sobre eventuais casos de nepotismo. Eles terão prazo de dez dias para dar suas respostas.

O inquérito sobre os casos de nepotismo no Legislativo e no Executivo é comandado por duas procuradoras. A procuradora Ana Carolina Roman é responsável pelas informações relativas à Câmara, enquanto Ana Carolinna Resende conduz as investigações sobre o Senado e o Executivo.

A Folha Online apurou que não há prazo definido para que as procuradoras concluam suas análises. Porém, é esperado que as autoridades encaminhem suas informações até a próxima semana interesse em contribuir com a obediência da súmula vinculante definida pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

No Senado, Garibaldi recuou na determinação inicial que autorizava a manutenção de alguns parentes de políticos. Depois da indicação do procurador-geral sobre a ordem expressa para seguir a súmula, o peemedebista comandou a exoneração de 86 funcionários.

Na Câmara, Chinaglia evitou entrar em conflito com os colegas deputados. Segundo ele, cada parlamentar seria responsável por apontar casos de nepotismo e as demissões ocorreriam em seguida.

Fonte: Estaminas

24/10 - Bovespa despenca 3,57%; dólar fecha a R$ 2,305

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) emendou seu terceiro dia de desvalorização, acumulando perdas de 14,3% em apenas três dias. Apesar de ações bastante depreciadas, como não se cansam de lembrar gestores de fundos e analistas, os investidores continuam muito cautelosos em relação à crise global para retornar às compras e, na dúvida, optam por vender e sair do mercado. O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, recuou 3,57% no fechamento e desceu para os 33.818 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,41 bilhões. A Bolsa de Nova York, principal referência externa para os investidores domésticos, registrou desvalorização na maior parte do dia, mas virou perto da conclusão das operações, contribuindo para segurar a baixa apontada pela Bovespa. O índice Dow Jones valorizou 2,02% no fechamento.

No topo das perdas dentre as ações do Ibovespa, a ação ordinária da BM&F-Bovespa caiu 11,63%, enquanto o papel da Aracruz retrocedeu 10,21%. Já o ativo do Unibanco desabou 9,80%.

As Bolsas européias concluíram os negócios sem direção definida: em Londres e Paris, os mercados subiram 1,16% e 0,38%, respectivamente. Em Frankfurt, a Bolsa recuou 1,12% no fechamento.

O dólar comercial foi negociado a R$ 2,305 para venda, em declínio de 3,15%. O preço da moeda americana bateu R$ 2,52 com pouco menos que uma hora de operações, forçando o Banco Central a uma de suas intervenções mais agressivas desde o início da crise.

Fonte: Estaminas

22/10 - Bush e Lula planejam reunião sobre crise econômica para novembro, nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, telefonou nesta terça-feira para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e propôs uma reunião para discutir a crise econômica internacional e seus efeitos. A idéia, segundo Bush, é que a reunião ocorra em meados de novembro nos Estados Unidos.

Interlocutores de Lula informaram que integrantes do G-8 (sete países mais industrializados e a Rússia) e representantes dos países emergentes, entre os quais o Brasil, deverão ser convidados para o encontro nos Estados Unidos. O formato da reunião ainda não foi definido.

A *Folha Online* apurou que na conversa Bush disse a Lula que é fundamental que os chefes de Estados discutam medidas pontuais relativas aos esforços para conter os avanços da crise para evitar as ameaças de que situações semelhantes se repitam.

Para Bush, de acordo com interlocutores de Lula, é necessário haver uma espécie de ação conjunta para que os países emergentes --expressão utilizada para definir os países que estão se industrializando e desenvolvendo --não sejam prejudicados.

No telefonema, o presidente norte-americano também quis saber de Lula como foi sua viagem à Índia e qual a disposição para a retomada da Rodada de Doha. Na conversa, Lula afirmou, de acordo com interlocutores, que está otimista na possibilidade de as discussões serem retomadas.

Nessa segunda-feira, o presidente afirmou que as negociações deverão ser retomadas após as eleições nos Estados Unidos, marcadas para 4 de novembro. Segundo Lula, há interesse dos norte-americanos, da União Européia e do G-20 (grupo dos países em desenvolvimento) de concluir a Rodada de Doha.

Fonte: Estaminas

22/10 - Governo prepara pacote para habitação

A alegria durou pouco. O mercado imobiliário brasileiro, que vivia em 2008 o ano dourado de expansão, foi obrigado a pedir socorro ao governo para salvar as construtoras da crise. E vai ser atendido. O governo deve anunciar nesta quarta-feira um pacote bilionário, com verbas de R$ 2,5 a R$ 4 bilhões, para financiar as empresas do setor. A previsão é que o pacote seja detalhado pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, durante o 80º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), em São Luís, no Maranhão. Na terça-feira, em depoimento na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo poderá criar uma linha de financiamento a partir do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o que exigiria mudanças na legislação. “Poderemos precisar da ajuda dos senhores”, frisou.

Os empresários do setor pediram ao governo recursos para que sejam aplicados na conclusão de empreendimentos imobiliários, compra de ativos das construtoras, linha de crédito para descontar os recebíveis e processos de fusão e incorporação dos empreendimentos imobiliários. O pacote de medidas vai envolver o BNDES e a Caixa Econômica Federal. A Caixa vai lançar linha de crédito especial para o capital de giro e o BNDES participará do capital de empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. O papel do BNDES vai ser o de fortalecer as empresas para a transição entre a crise e a normalidade de mercado, evitando quebradeira no setor. O objetivo emergencial é assegurar a conclusão de projetos previstos para 2009.

O governo precisa apenas bater o martelo em relação ao valor do pacote. As medidas aguardam a aprovação dos ministérios do Planejamento e da Fazenda e o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é que o sinal verde seja liberado nesta quarta-feira, para que as medidas sejam anunciadas à noite no encontro em São Luís. “A crise financeira pode interromper o nosso ciclo de crescimento de forma muito bruta. As medidas são para ajudar a reduzir o impacto da turbulência”, afirma Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

A estimativa da entidade é que o setor cresça em torno de 8,5% este ano em relação a 2007. São os números de 2009 que vão ficar comprometidos, segundo Simão. “Para o próximo ano, estávamos prevendo o mesmo crescimento, em torno de 8,5%. Queremos evitar queda grande nesse desempenho”, observa. As construtoras que estavam com planos de lançar quatro ou cinco empreendimentos em 2009, diz, agora, planejam dois ou três. “As medidas são preventivas. Estamos negociando com a ministra Dilma Rousseff há mais de 30 dias”, afirma o presidente da Cbic.

O crédito para as construtoras em meio à turbulência econômica é necessário, segundo Teodomiro Diniz Camargos, vice-presidente da Câmara da Construção da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). “Os recursos da bolsa acabaram e, no crédito imobiliário para o consumidor, muitos bancos começaram a aumentar a taxa de juros. Com a verba, o governo reduz espaço para outros bancos subirem suas taxas”, observa.

O momento é de expectativas, segundo Ricardo Catão Ribeiro, vice-presidente de políticas, relações trabalhistas e de recursos humanos do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG). “Ainda é cedo para falar dos efeitos da crise para o setor. A estimativa de lançamentos em série foi quebrada, mas vamos aguardar. De qualquer forma, a ajuda do governo é bem-vinda”, observa.

Fonte: Estaminas

21/10 - China possui reservas para sair vitoriosa da crise

O mundo está nas mãos da China. Está ali, entre os chineses, o novo poder econômico mundial. E há pelo menos dois bons motivos para isto. O primeiro são as reservas internacionais da China, estimadas hoje em US$ 1,9 trilhão, ou quase 10 vezes maiores que as brasileiras, ou apenas US$ 1 trilhão a menos do que EUA e Europa estão gastando, juntos, para salvar seu sistema financeiro, ou ainda bem maiores que Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, estimado em US$ 1,3 trilhão. Em resumo: hoje, o dinheiro está na China.

Estima-se que pelo menos um terço desse montante esteja aplicado em títulos do Tesouro americano – o que faz da China, na prática, o verdadeiro banco central americano, já que cabe a ela financiar os gigantescos déficits fiscal e comercial da América. Em grande parte, será também o dinheiro chinês, convertido em títulos dos EUA, que financiará o pacote de US$ 700 bilhões anunciados pelo presidente George W. Bush para salvar os bancos americanos. Outra parte das reservas chinesas estão aplicadas em ações e empresas americanas, como o Banco Morgan Stanley. Mais: em dificuldades econômicas, Angola e Paquistão foram pedir empréstimos a Pequim, e não a Washington, como antigamente.

O segundo motivo também é robusto: o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 9,9% de janeiro a setembro, e 9% no terceiro trimestre. É verdade que o percentual anualizado representa uma queda em relação aos 12% do ano ano passado, e aos 10,5% do segundo trimestre, mas ainda é um colosso comparado ao crescimento praticamente nulo dos EUA e Europa este ano, e mesmo em relação ao Brasil, cujo PIB, se tudo der certo, deve avançar 5%. Os bancos chineses, já estatizados, não enfrentam a turbulência que assola as instituições financeiras ocidentais. Por isso, não seria exagero dizer que, neste momento, graças às suas reservas e ao seu crescimento, a China é a dona do mundo. Isso não quer dizer que a crise financeira mundial não chegou à China. Chegou. Na semana passada, duas fábricas de brinquedos fecharam as portas, demitindo quase 7 mil pessoas. Mas o governo chinês está reagindo. E tem bala na agulha para isso.

“Com reservas de US$ 1,8 trilhão, a China pode usar ferramentas como incentivos fiscais e isenção de impostos para empresas. As reservas chinesas funcionam como um instrumento para ceder crédito. E agora, com a crise nos EUA, pode ser a grande oportunidade para a China comprar ativos americanos por preço barato. A China, de forma seletiva, pode ir às compras”, diz Luiz Iani, sócio da DLM Invista. Iani também concorda que a China, grande consumidora de commodties (inclusive do Brasil), como aço, minério e soja, vai ditar o crescimento do mundo nos próximos anos. Se a China crescer, o mundo cresce. Se a China parar, o mundo pára. “O comportamento da China vai ditar o comportamento de outros países e dos preços de commodities em geral”, completa.

“As esperanças de que a crise se amenize aumentaram depois que o presidente da China disse que o país vai continuar comprando títulos americanos”, diz André Perfeito, economista da Corretora Gradual. “Afinal, as economias da China e dos EUA estão simbioticamente ligadas. Seja como for, depois da crise, a China vai ter um novo papel no mundo. Ela já está se movimentando no mundo inteiro, inclusive construindo portos na África ”, frisa. Pequim não esconde de ninguém suas ambições globais.

Brasil

Muito do crescimento da economia brasileira também depende da China, para onde o país exporta principalmente minério, aço e soja. Atualmente, o fluxo comercial entre os dois países gira em torno de US$ 50 bilhões anuais – e a China caminha para ser o segundo maior parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para os Estados Unidos e superando a Argentina.

Com a crise, ainda pairam dúvidas sobre a força do crescimento chinês. O comércio é responsável por 70% da economia chinesa, principalmente a venda de produtos manufaturados baratos para os Estados Unidos e Europa. Mas, se a demanda nestas regiões cair, muito provavelmente a produção chinesa será afetada e o superávit comercial do país também. As exportações para os EUA caíram 20%. Há informações de que os produtores de aço diminuíram a produção em 20% e que milhões de toneladas de ferro estão encalhadas em portos chineses.

Existem opiniões diferentes sobre até que ponto a economia chinesa perderá força. “Segundo o governo chinês, a economia não vai cair mais além dos 8%”, disse David Roche, fundador da consultoria Independent Strategy, de Hong Kong. Outros analistas afirmam que a queda será muito menor e levará a um crescimento entre 8% e 9%. O que interessa ao Brasil é descobrir quais os setores da economia da China que continuarão crescendo – e a que ritmo.

Fonte: Estado de Minas

21/10 - MP denuncia ex-governadores por desvio de R$ 120 milhões no Cardiominas

O Ministério público de Minas Gerais (MP-MG) denunciou à Justiça os ex-governadores Hélio Garcia (1984-1987 e 1991-1995) e Newton Cardoso (1987-1991) por irregularidades na construção do Cardiominas, em Belo Horizonte. A obra hospitalar consumiu investimentos milionários e ficou paralisada por mais de 10 anos, até a retomada e a transformação no Centro de Especialidades Médicas, inaugurado ano passado. Ação civil ajuizada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público pede que os dois políticos e seis ex-diretores do Departamento de Obras Públicas (Deop) devolvam ao erário R$ 120 milhões, supostamente desviados ou pagos indevidamente durante os anos de construção. Os promotores querem ainda o bloqueio de bens dos envolvidos.

Idealizado por Hélio Garcia, o Cardiominas começou a ser projetado em 1986, em seu primeiro governo. Dois anos depois, iniciou-se a construção, na gestão Newton. Em 1995, com Garcia de volta ao Palácio da Liberdade, foi anunciado o fim dos trabalhos, depois de pelo menos três paralisações. O inquérito que apura as irregularidades é do mesmo ano, mas só em 2006 os promotores tiveram acesso a documentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que fundamentaram a denúncia.

O promotor Eduardo Nepomuceno, responsável pelo caso, diz que foi constatado superfaturamento e pagamento de serviços em duplicidade. O consórcio formado pelas construtoras Cojan e Santa Bárbara venceu licitação para tocar a obra, ao custo de US$ 53,2 milhões, mas teria recebido recursos sem concluir vários compromissos. O orçamento estourou e o estado publicou aditivos contratuais.

O fator de reajuste da obra, fixado em 97%, era mais que 100% superior que o teto praticado pelo mercado à época (40%), o que teria gerado um prejuízo de US$ 5 milhões (R$ 10,5 milhões). Uma empresa de consultoria – a Karman Planejamento, Construção e Organização de Hospitais Ltda. – teria recebido dinheiro para fazer o mesmo serviço de outra, a AML Serviços Técnicos de Engenharia Ltda., o que sangrou os cofres públicos em mais US$ 1 milhão (R$ 2,1 milhões).

Valor idêntico teria sido pago a maior na instalação do canteiro de obras. O estado teria desembolsado mais US$ 4,5 milhões (R$ 9,5 milhões) em serviços que não foram prestados e US$ 1 milhão (R$ 2,1 milhões)por compras e serviços que não estavam na planilha. Mas os valores mais altos referem-se à compra de equipamentos para o hospital, que nunca saiu do papel. O governo de Newton teria gasto 22 milhões de marcos alemães (R$ 55 milhões), sem licitação pública, para comprar equipamentos que nunca foram usados de uma empresa húngara. “A maioria se perdeu e os poucos que sobraram, obsoletos, foram subutilizados pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig)”, afirma o promotor.

Passivo

O estado também assumiu o passivo da Fundação Instituto do Coração de Minas Gerais (Cardiominas), que contava com servidores contratados, por recrutamento amplo, para os cargos de presidente e de diretoria, embora o hospital fosse apenas um projeto.

O promotor explica que construtoras e demais empresas envolvidas na construção da unidade de saúde se beneficiaram indevidamente do dinheiro público, mas será necessário aprofundar as investigações para constatar se houve enriquecimento ilícito dos governantes e seus funcionários. “Vamos pedir a quebra dos sigilos fiscal e bancário dos envolvidos”, adianta. Além de Newton e Garcia, são réus no processo, que corre na 4ª Vara da Fazenda Pública Estadual, os ex-diretores do Deop Ubiratan Soares de Sá, Dário Rutier Duarte, Hélio Caixeta Borges, Nélzio de Assis, Francisco de Lima Rodrigues Vieira e Ricardino Augusto Novaes Filho.

Os promotores não ajuizaram ação criminal contra os envolvidos, por peculato e corrupção, entre outros, porque os crimes prescreveram. Segundo Nepomuceno, à luz da legislação atual, caberia também enquadrá-los por improbidade administrativa, mas a lei que regulamenta esse tipo de prática é posterior ao caso Cardiominas. Procurado em sua residência, Newton não foi encontrado e Hélio Garcia está interditado pela família.

Irregularidades

• R$ 55 milhões foram gastos, sem licitação, na compra de equipamentos hospitalares que não foram usados e ficaram obsoletos ou se perderam

• R$ 2,1 milhões foram pagos ao consórcio Cojan/Santa Bárbara para serviços de demolições, carga e transporte, entre outros, mas já haviam sido feitos. Aditivos contratuais aumentaram o valor em 130%.

• A Karman Planejamento, Construção e Organização de Hospitais Ltda. foi contratada para fazer o mesmo serviço da AML Serviços Técnicos de Engenharia Ltda.. O prejuízo foi de R$ 2,1 milhões.

Fonte: Estado de Minas

20/10 - Universitários nos EUA querem criar 'cerveja anticâncer'

Um grupo de estudantes da Universidade Rice, no Estado americano do Texas, pretende criar uma cerveja transgênica que contém resveratrol, uma substância química presente no vinho que tem se mostrado capaz de reduzir os riscos de câncer e doenças cardíacas em experiências com ratos de laboratório.

Os estudantes estão tão entusiasmados com o projeto que vão inscrevê-lo no maior concurso internacional de biologia sintética, o iGEM (International Genetically Engineered Machine), que será realizado nos dias 8 e 9 de novembro em Cambridge, no Estado americano de Massachusetts.

Na competição, as equipes utilizam DNA para criar organismos vivos que fazem coisas incomuns, como bactérias que se comportam como um filme fotográfico.

Esta é a terceira vez que o grupo, conhecido como Rice BiOWLogists, entra na competição. No ano passado, os estudantes apresentaram um vírus bacteriano que combatia a resistência a antibióticos, mas não levou o prêmio.

"Depois do concurso do ano passado, estávamos conversando sobre o que faríamos este ano", disse Taylor Stevenson. "Peter Nguyen (outro estudante) fez uma piada sobre colocar resveratrol na cerveja, mas nenhum de nós levou à sério."

Mas, quando a equipe começou a pensar em um novo projeto, descobriu que haviam sido publicados muitos trabalhos científicos sobre a modificação de fermento com genes ligados ao resveratrol.

Fase teórica
Por enquanto, a pesquisa dos estudantes de Rice está na fase teórica. Eles ainda não produziram uma gota sequer de cerveja. Estão trabalhando, no momento, na criação de uma variedade transgênica de fermento que deverá produzir resveratrol ao mesmo tempo em que fermenta a cerveja.

A equipe tem planos de fermentar algumas doses para teste nas próximas semanas, que conterão "marcadores" químicos de sabor ruim necessários para que sigam a experiência. Esse produto não será consumido, de acordo com os estudantes.

Até hoje, só uma variedade de fermento transgênico foi aprovada para uso em cervejas, e os jovens pesquisadores dizem acreditar que vai levar muito tempo para que sua criação seja apreciada.

Estudos indicam que o resveratrol possui propriedades antiinflamatórias, anticâncer e produz benefícios cardiovasculares para animais de laboratório.

Ainda não foi estabelecido se a substância oferece benefícios também a seres humanos, mas o resveratrol já é vendido em lojas de produtos naturais.

Fonte: Estaminas

20/10 - Lula afirma que crise financeira ainda não afetou empresários brasileiros

São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo que a crise financeira internacional ainda não surtiu efeitos na economia nacional. “Duvido que alguém já tenha sentido essa crise na empresa que trabalha, pelo contrário”, afirmou Lula, em comício eleitoral em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo.

“Estamos com problemas no prazo de entrega de carros, com problema no prazo de entrega de caminhões”, disse em referência à atividade industrial.

Ainda segundo o presidente, nem o governo nem as principais empresas brasileiras modificaram seus planos de investimento devido aos desdobramentos da turbulência da economia dos Estados Unidos e da Europa.

“O presidente da Vale [Roger Agnelli] afirmou que não vai parar um investimento programado para o Brasil; o companheiro Gerdau [Jorge Gerdau Johannpeter], dono de grande siderúrgica, afirmou que não vai parar um projeto que tem; nós não vamos parar um único projeto do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]; e a Petrobras não vai parar um projeto dela”, afirmou.

Para Lula, só o setor de importação preocupa. Ele disse, porém, que o governo tem tomado medidas para compensar possíveis perdas para o Brasil.

“A redução das importações pode ter efeitos aqui. Por isso é que vamos continuar fomentando o crescimento do mercado interno”, disse.

Fonte: Estaminas

17/10 - Comércio quer preço mais alto no pagamento com cartão

Quem quer desconto? Com esse lema, os lojistas saíram na defesa do Projeto de Lei 213/207, que passou pelo Senado na terça-feira e agora seguiu para apreciação na Câmara dos Deputados. É que a nova legislação defende a fixação de preços diferenciados para compras em dinheiro e com cartão de crédito. Hoje, tal prática é considerada