31/10
- Horário de verão aumenta
risco de infarto, diz estudo
Adiantar
os relógios em uma hora por causa
horário de verão aumenta
o risco de infartos, alerta um estudo
divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto
Karolinska da Suécia.
Segundo
o estudo, publicado no New England Journal
of Medicine, os casos de infarto do
miocárdio aumentam cerca de 5%
na semana seguinte ao ajuste dos relógios
– principalmente nos três
primeiros dias.
“A
hora de sono perdida e os conseqüentes
distúrbios de sono que isto provoca
são as explicações
mais prováveis”, disse
Imre Janszky, um dos pesquisadores envolvidos
no estudo.
Em
entrevista à agência de
notícias sueca TT, outro cientista
ligado ao estudo chegou a sugerir o
fim dos ajustes anuais dos relógios.
“Talvez seja melhor adotar o horário
de verão durante todo o ano,
em vez de ajustar os relógios
duas vezes por ano. Este é um
debate que está ocorrendo atualmente”,
disse o Dr. Rickard Ljung.
Com
base no registro de infartos na Suécia
desde 1987, os cientistas do Instituto
Karolinska chegaram às conclusões
do estudo após examinar as variações
na incidência de ataques cardíacos
durante os períodos de ajuste
dos relógios, no início
e no fim do horário de verão.
Sono
a mais
Os
cientistas também observaram
que o reajuste dos relógios no
fim do horário de verão
(que na Suécia ocorre sempre
no último domingo do mês
de outubro), que é sempre seguido
por um dia de uma hora extra de sono,
representa uma leve redução
do risco de infartos na segunda-feira
seguinte.
A
redução no índice
de ataques cardíacos durante
toda a semana que se inicia, no entanto,
é significativamente menor do
que o aumento registrado no início
do horário de verão.
Estudos
anteriores demonstram que a ocorrência
de infartos é mais comum às
segundas-feiras. Segundo os cientistas
do Instituto Karolinska, o ajuste dos
relógios no horário de
verão oferece outra explicação
para este fato.
“Sempre
se pensou que a causa da maior incidência
de infartos às segundas-feiras
fosse principalmente o estresse relacionado
ao início de uma nova semana
de trabalho. Mas, talvez outro fator
seja a alteração dos padrões
de sono ocorrida durante o fim de semana”,
observou o Dr. Janszky.
Os
cientistas explicam que os distúrbios
do sono produzem efeitos negativos no
organismo humano e alertam que níveis
elevados de estresse podem desencadear
um ataque cardíaco nas pessoas
que se situam em grupos de risco.
“Pessoas
mais propensas a sofrer um infarto devem
viver de maneira saudável, e
isto inclui ciclos regulares de sono
durante toda a semana”, diz Rickard
Ljung. “Como um cuidado extra,
podem talvez também relaxar mais
nas manhãs de segunda-feira”,
acrescentou ele.
Os
cientistas suecos esperam que o estudo
possa aumentar a compreensão
sobre os impactos que as alterações
dos ritmos diários do organismo
podem ter sobre a saúde humana.
“Cerca
de 1,5 bilhão de pessoas em todo
o mundo são expostas todos os
anos aos ajustes dos relógios,
mas é difícil generalizar
a ocorrência de infartos do miocárdio
que isto pode provocar”, observou
Ljung.
Fonte:
Estaminas
31/10
- Governo admite economizar menos para
aliviar crise
O governo já tem a estratégia
para proteger o Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) da crise econômica
mundial em 2009: reduzir o superávit
primário para 3,8% do Produto
Interno Bruto (PIB), em vez de 4,3%,
como tem feito este ano. Com isso, serão
liberados cerca de R$ 15 bilhões
extras. Se isso não for suficiente,
haverá cortes no Orçamento,
a começar pelos R$ 20 bilhões
em investimentos que não integram
o PAC e pelos projetos incluídos
por emendas parlamentares. O governo
ainda pode renegociar acordos de reajuste
dos servidores. “O último
é cortarmos o PAC e os programas
sociais”, disse o ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo.
Preservar
o PAC é a ordem do presidente
Lula. Uma olhada no 5º balanço
do programa, divulgado nessa quinta-feira,
dá uma idéia do por quê.
Obras de vulto, como o Arco Rodoviário
do Rio de Janeiro e a integração
de bacias do Vale do São Francisco
serão entregues à população
no ano eleitoral de 2010. O PAC foi
escolhido pelo governo para evitar uma
grande queda da expansão econômica
durante a crise. “O PAC tem um
nítido caráter anticíclico”,
disse a ministra da Casa Civil, Dilma
Rousseff. “Ele funciona como um
fator que faz com que não se
perca a agenda do crescimento e do desenvolvimento
econômico”.
Segundo
Dilma, esse caráter anticíclico
se dá não só pelos
investimentos do governo, mas também
pela sinalização que o
PAC dá ao setor privado. Só
a parte do PAC executada com dinheiro
do Orçamento, sem contar estatais,
bancos oficiais e empresas privadas,
é de R$ 25 bilhões no
ano que vem. “Não acredito
na possibilidade de a crise afetar o
PAC porque não acredito numa
desaceleração profunda”,
disse Dilma.
Ela
acha que a arrecadação
federal não terá uma queda
brusca em 2009. Além disso, ressaltou
que boa parte do PAC é privada.
“O setor privado continua interessado
porque a maioria dos projetos é
de alta lucratividade”, disse.
Um exemplo citado por ela foi o leilão
de concessão de rodovias paulistas,
realizado na véspera, com sucesso.
Fonte:
Estaminas
30/10
- Câmara aprova criação
do Fundo Soberano para incentivar empresas
que atuam no exterior
A Câmara dos Deputados aprovou
na noite desta quarta-feira projeto
do governo que cria o Fundo Soberano
do Brasil (FSB), que será responsável
pela aplicação de recursos
públicos em ativos, como moedas
estrangeiras e títulos (ações
e debêntures) de empresas brasileiras
que atuam no exterior.
O
texto aprovado é o substitutivo
do deputado Pedro Eugênio (PT/PE)
para o projeto de lei nº 3674/08
do Poder Executivo. As 12 emendas apresentadas
pelos deputados foram rejeitadas e a
nova redação, dada por
Pedro Eugênio, foi aprovada por
291 votos contra 78 e quatro abstenções.
Depois
da votação, o presidente
da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP),
encerrou a sessão e convocou
outra para esta quinta-feira (30), às
10h, quando serão analisados
os destaques para votação
em separado.
Fonte:
Estaminas
30/10
- Caixa abre linha
de R$ 3 bi e libera dinheiro da poupança
para construção
A Caixa Econômica Federal confirmou
nesta quarta-feira que irá disponibilizar
uma linha de crédito de capital
de giro de R$ 3 bilhões para
empresas de construção
civil. Além disso, o governo
vai permitir outros bancos direcionem
mais recursos da poupança para
essas empresas.
Os
empréstimos da Caixa terão
uma garantia adicional, além
daquela dada pela empresa que toma o
empréstimo. O governo vai criar
um fundo com base nos dividendos que
seriam pagos pela Caixa à União
até 2010. O fundo terá
de R$ 1,050 bilhão, ou seja,
vai garantir 35% das operações.
Os
juros para a linha serão de TR
mais 11% ao ano. Hoje, o juro para capital
de giro no mercado está acima
de 20% ao ano. O financiamento estará
limitado a 20% do valor do empreendimento
imobiliário.
Haverá
um período de carência.
O empresário pagará juros
e correção monetária
até o final da construção.
O principal do empréstimo só
começa a ser pago depois do término
da obra, nos 24 meses seguintes.
Segundo
a Caixa, a tendência é
que o repasse de custos para o mutuário
seja menor. Hoje o capital de giro já
é repassado para o comprador,
mas em valores maiores, pois os juros
são mais altos.
"No
valor final para o mutuário,
isso diminui, pois o empresário
tinha um custo maior", disse a
presidente da Caixa, Maria Fernando
Coelho.
Poupança
Na
segunda medida para o setor, o governo
autorizou os bancos brasileiros em geral
a direcionar 5% do saldo da poupança
para capital de giro de construtoras.
Hoje, eles já são obrigados
a aplicar 65% em financiamento imobiliário.
Fonte:
Estaminas
29/10
- Perdigão anuncia prejuízo
de
R$ 25 milhões puxado por variação
cambial
A
Perdigão anunciou nesta terça-feira
que fechou o terceiro trimestre deste
ano com prejuízo de R$ 25,4 milhões,
ante lucro de R$ 90,2 milhões
no mesmo período do ano passado.
Segundo a empresa, no terceiro trimestre
foi impactado pela variação
cambial nas despesas financeiras.
"Em
função da acentuada e
repentina mudança do cenário
cambial, contabilizamos R$ 200,9 milhões
de despesa financeira, sem desembolso
de caixa, como efeito da desvalorização
do real frente ao dólar no trimestre
sobre nossa exposição
cambial líquida de aproximadamente
US$ 700 milhões, a qual se refere
à política de proteção
natural de cerca de três meses
das receitas de exportações",
informou a empresa.
A
companhia informou que "as condições
de extrema volatilidade do mercado requerem
redobrada cautela" e que os investimentos
da empresa na diversificação
dos negócios deve provocar "melhoria
gradual e consistente de nossos resultados."
A Perdigão registrou, no terceiro
trimestre, aumento de 80,4% na receita
bruta, para R$ 3,5 bilhões, e
o resultado operacional aumentou 6,3%,
gerando um Ebitda de R$ 274,9 milhões,
20,7% superior no trimestre.
O
mercado interno representou 54,8% das
vendas líquidas e apresentou
um crescimento de 88% nas receitas brutas,
28,7% nos volumes de carnes, 381,3%
para os produtos lácteos e 52,5%
para os outros produtos processados.
Já o mercado externo ficou com
a participação de 45,2%
nas receitas líquidas. As exportações
cresceram 70% em receitas, com volumes
de vendas 44,9% maiores em carnes.
Os
produtos processados, que participaram
em 46,3% das vendas, cresceram 44,9%
em receitas e 30% em volumes.
Fonte:
Estaminas
29/10
- Câmara aprova MP que dá
poderes ao BC para socorrer bancos
A
Câmara dos Deputados aprovou na
noite desta terça-feira a medida
provisória 442, que dá
poderes ao Banco Central para socorrer
bancos em dificuldade. A votação
se deu por meio de um acordo entre governo
e oposição. Os deputados
ainda estão votando os destaques
ao texto.
Os
bancos serão socorridos por meio
de empréstimos feitos pelo BC.
Em troca, o BC receberá como
garantia a carteira de crédito
desses bancos e poderá também
interferir na gestão dessas instituições.
Foram
feitas 74 emendas ao projeto pelos parlamentares.
O relator da matéria, deputado
Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), incorporou
três emendas integralmente e uma
de forma parcial.
Uma
das mudanças obriga o BC a enviar
um relatório trimestral ao Congresso
sobre as operações realizadas.
Outro destaque, que ainda será
votado, diz que, em caso de inadimplência
por mais de 90 dias, o dono do banco
terá de responder solidariamente,
inclusive com a indisponibilidade de
seus bens.
Poderes
A
MP dá poderes ao BC para adquirir
carteiras de empréstimos de bancos
no Brasil através do mecanismo
conhecido como redesconto, que já
existe hoje, mas é utilizado
apenas para dar liquidez aos bancos
no curto prazo. O BC também poderá
fornecer empréstimos em dólares
por meio do redesconto aceitando como
garantias títulos públicos
e privados.
Uma
terceira questão tratada pela
MP é a criação
de um mecanismo financeiro denominado
Letra de Arrendamento Mercantil, que
poderão ser emitidas pelas empresas
de leasing para captar dinheiro no mercado
financeiro.
Fonte:
Estaminas
24/10
- Ministério Público instaura
inquérito para apurar casos de
nepotismo
O Ministério Público Federal
do Distrito Federal e Territórios
instaurou nesta quinta-feira inquérito
civil público para apurar os
casos de nepotismo na Câmara,
no Senado e também no Executivo
--nos órgãos da administração
direta e indireta. Também nesta
quinta os procuradores pediram ao procurador-geral
a República, Antônio Fernando
Souza, que envie ofícios requerendo
informações detalhadas
sobre o assunto. Os ofícios foram
encaminhados à Câmara,
ao Seando e ao Ministério do
Planejamento.
Souza
deve encaminhar os ofícios para
os presidentes do Senado, Garibaldi
Alves (PMDB-RN), e da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT-SP), além
do ministro Paulo Bernardo (Planejamento)
para que enviem informações
detalhadas sobre eventuais casos de
nepotismo. Eles terão prazo de
dez dias para dar suas respostas.
O
inquérito sobre os casos de nepotismo
no Legislativo e no Executivo é
comandado por duas procuradoras. A procuradora
Ana Carolina Roman é responsável
pelas informações relativas
à Câmara, enquanto Ana
Carolinna Resende conduz as investigações
sobre o Senado e o Executivo.
A
Folha Online apurou que não há
prazo definido para que as procuradoras
concluam suas análises. Porém,
é esperado que as autoridades
encaminhem suas informações
até a próxima semana interesse
em contribuir com a obediência
da súmula vinculante definida
pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
No
Senado, Garibaldi recuou na determinação
inicial que autorizava a manutenção
de alguns parentes de políticos.
Depois da indicação do
procurador-geral sobre a ordem expressa
para seguir a súmula, o peemedebista
comandou a exoneração
de 86 funcionários.
Na
Câmara, Chinaglia evitou entrar
em conflito com os colegas deputados.
Segundo ele, cada parlamentar seria
responsável por apontar casos
de nepotismo e as demissões ocorreriam
em seguida.
Fonte:
Estaminas
24/10
- Bovespa despenca 3,57%;
dólar fecha a R$ 2,305
A Bovespa (Bolsa de Valores de São
Paulo) emendou seu terceiro dia de desvalorização,
acumulando perdas de 14,3% em apenas
três dias. Apesar de ações
bastante depreciadas, como não
se cansam de lembrar gestores de fundos
e analistas, os investidores continuam
muito cautelosos em relação
à crise global para retornar
às compras e, na dúvida,
optam por vender e sair do mercado.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa,
recuou 3,57% no fechamento e desceu
para os 33.818 pontos. O giro financeiro
foi de R$ 4,41 bilhões. A Bolsa
de Nova York, principal referência
externa para os investidores domésticos,
registrou desvalorização
na maior parte do dia, mas virou perto
da conclusão das operações,
contribuindo para segurar a baixa apontada
pela Bovespa. O índice Dow Jones
valorizou 2,02% no fechamento.
No
topo das perdas dentre as ações
do Ibovespa, a ação ordinária
da BM&F-Bovespa caiu 11,63%, enquanto
o papel da Aracruz retrocedeu 10,21%.
Já o ativo do Unibanco desabou
9,80%.
As
Bolsas européias concluíram
os negócios sem direção
definida: em Londres e Paris, os mercados
subiram 1,16% e 0,38%, respectivamente.
Em Frankfurt, a Bolsa recuou 1,12% no
fechamento.
O
dólar comercial foi negociado
a R$ 2,305 para venda, em declínio
de 3,15%. O preço da moeda americana
bateu R$ 2,52 com pouco menos que uma
hora de operações, forçando
o Banco Central a uma de suas intervenções
mais agressivas desde o início
da crise.
Fonte:
Estaminas
22/10
- Bush e Lula planejam reunião
sobre crise econômica para novembro,
nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, George
W. Bush, telefonou nesta terça-feira
para o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e propôs uma reunião
para discutir a crise econômica
internacional e seus efeitos. A idéia,
segundo Bush, é que a reunião
ocorra em meados de novembro nos Estados
Unidos.
Interlocutores
de Lula informaram que integrantes do
G-8 (sete países mais industrializados
e a Rússia) e representantes
dos países emergentes, entre
os quais o Brasil, deverão ser
convidados para o encontro nos Estados
Unidos. O formato da reunião
ainda não foi definido.
A
*Folha Online* apurou que na conversa
Bush disse a Lula que é fundamental
que os chefes de Estados discutam medidas
pontuais relativas aos esforços
para conter os avanços da crise
para evitar as ameaças de que
situações semelhantes
se repitam.
Para
Bush, de acordo com interlocutores de
Lula, é necessário haver
uma espécie de ação
conjunta para que os países emergentes
--expressão utilizada para definir
os países que estão se
industrializando e desenvolvendo --não
sejam prejudicados.
No
telefonema, o presidente norte-americano
também quis saber de Lula como
foi sua viagem à Índia
e qual a disposição para
a retomada da Rodada de Doha. Na conversa,
Lula afirmou, de acordo com interlocutores,
que está otimista na possibilidade
de as discussões serem retomadas.
Nessa
segunda-feira, o presidente afirmou
que as negociações deverão
ser retomadas após as eleições
nos Estados Unidos, marcadas para 4
de novembro. Segundo Lula, há
interesse dos norte-americanos, da União
Européia e do G-20 (grupo dos
países em desenvolvimento) de
concluir a Rodada de Doha.
Fonte:
Estaminas
22/10
- Governo prepara
pacote para habitação
A alegria durou pouco. O mercado imobiliário
brasileiro, que vivia em 2008 o ano
dourado de expansão, foi obrigado
a pedir socorro ao governo para salvar
as construtoras da crise. E vai ser
atendido. O governo deve anunciar nesta
quarta-feira um pacote bilionário,
com verbas de R$ 2,5 a R$ 4 bilhões,
para financiar as empresas do setor.
A previsão é que o pacote
seja detalhado pelo presidente do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), Luciano Coutinho,
durante o 80º Encontro Nacional
da Indústria da Construção
(Enic), em São Luís, no
Maranhão. Na terça-feira,
em depoimento na Câmara dos Deputados,
o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
disse que o governo poderá criar
uma linha de financiamento a partir
do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS), o que exigiria mudanças
na legislação. “Poderemos
precisar da ajuda dos senhores”,
frisou.
Os
empresários do setor pediram
ao governo recursos para que sejam aplicados
na conclusão de empreendimentos
imobiliários, compra de ativos
das construtoras, linha de crédito
para descontar os recebíveis
e processos de fusão e incorporação
dos empreendimentos imobiliários.
O pacote de medidas vai envolver o BNDES
e a Caixa Econômica Federal. A
Caixa vai lançar linha de crédito
especial para o capital de giro e o
BNDES participará do capital
de empresas com ações
negociadas na Bolsa de Valores de São
Paulo. O papel do BNDES vai ser o de
fortalecer as empresas para a transição
entre a crise e a normalidade de mercado,
evitando quebradeira no setor. O objetivo
emergencial é assegurar a conclusão
de projetos previstos para 2009.
O
governo precisa apenas bater o martelo
em relação ao valor do
pacote. As medidas aguardam a aprovação
dos ministérios do Planejamento
e da Fazenda e o aval do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. A
expectativa é que o sinal verde
seja liberado nesta quarta-feira, para
que as medidas sejam anunciadas à
noite no encontro em São Luís.
“A crise financeira pode interromper
o nosso ciclo de crescimento de forma
muito bruta. As medidas são para
ajudar a reduzir o impacto da turbulência”,
afirma Paulo Safady Simão, presidente
da Câmara Brasileira da Indústria
da Construção (CBIC).
A
estimativa da entidade é que
o setor cresça em torno de 8,5%
este ano em relação a
2007. São os números de
2009 que vão ficar comprometidos,
segundo Simão. “Para o
próximo ano, estávamos
prevendo o mesmo crescimento, em torno
de 8,5%. Queremos evitar queda grande
nesse desempenho”, observa. As
construtoras que estavam com planos
de lançar quatro ou cinco empreendimentos
em 2009, diz, agora, planejam dois ou
três. “As medidas são
preventivas. Estamos negociando com
a ministra Dilma Rousseff há
mais de 30 dias”, afirma o presidente
da Cbic.
O
crédito para as construtoras
em meio à turbulência econômica
é necessário, segundo
Teodomiro Diniz Camargos, vice-presidente
da Câmara da Construção
da Federação das Indústrias
de Minas Gerais (Fiemg). “Os recursos
da bolsa acabaram e, no crédito
imobiliário para o consumidor,
muitos bancos começaram a aumentar
a taxa de juros. Com a verba, o governo
reduz espaço para outros bancos
subirem suas taxas”, observa.
O
momento é de expectativas, segundo
Ricardo Catão Ribeiro, vice-presidente
de políticas, relações
trabalhistas e de recursos humanos do
Sindicato da Indústria da Construção
Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG).
“Ainda é cedo para falar
dos efeitos da crise para o setor. A
estimativa de lançamentos em
série foi quebrada, mas vamos
aguardar. De qualquer forma, a ajuda
do governo é bem-vinda”,
observa.
Fonte:
Estaminas
21/10
- China possui reservas para sair vitoriosa
da crise
O
mundo está nas mãos da
China. Está ali, entre os chineses,
o novo poder econômico mundial.
E há pelo menos dois bons motivos
para isto. O primeiro são as
reservas internacionais da China, estimadas
hoje em US$ 1,9 trilhão, ou quase
10 vezes maiores que as brasileiras,
ou apenas US$ 1 trilhão a menos
do que EUA e Europa estão gastando,
juntos, para salvar seu sistema financeiro,
ou ainda bem maiores que Produto Interno
Bruto (PIB) do Brasil, estimado em US$
1,3 trilhão. Em resumo: hoje,
o dinheiro está na China.
Estima-se
que pelo menos um terço desse
montante esteja aplicado em títulos
do Tesouro americano – o que faz
da China, na prática, o verdadeiro
banco central americano, já que
cabe a ela financiar os gigantescos
déficits fiscal e comercial da
América. Em grande parte, será
também o dinheiro chinês,
convertido em títulos dos EUA,
que financiará o pacote de US$
700 bilhões anunciados pelo presidente
George W. Bush para salvar os bancos
americanos. Outra parte das reservas
chinesas estão aplicadas em ações
e empresas americanas, como o Banco
Morgan Stanley. Mais: em dificuldades
econômicas, Angola e Paquistão
foram pedir empréstimos a Pequim,
e não a Washington, como antigamente.
O
segundo motivo também é
robusto: o Produto Interno Bruto (PIB)
da China cresceu 9,9% de janeiro a setembro,
e 9% no terceiro trimestre. É
verdade que o percentual anualizado
representa uma queda em relação
aos 12% do ano ano passado, e aos 10,5%
do segundo trimestre, mas ainda é
um colosso comparado ao crescimento
praticamente nulo dos EUA e Europa este
ano, e mesmo em relação
ao Brasil, cujo PIB, se tudo der certo,
deve avançar 5%. Os bancos chineses,
já estatizados, não enfrentam
a turbulência que assola as instituições
financeiras ocidentais. Por isso, não
seria exagero dizer que, neste momento,
graças às suas reservas
e ao seu crescimento, a China é
a dona do mundo. Isso não quer
dizer que a crise financeira mundial
não chegou à China. Chegou.
Na semana passada, duas fábricas
de brinquedos fecharam as portas, demitindo
quase 7 mil pessoas. Mas o governo chinês
está reagindo. E tem bala na
agulha para isso.
“Com
reservas de US$ 1,8 trilhão,
a China pode usar ferramentas como incentivos
fiscais e isenção de impostos
para empresas. As reservas chinesas
funcionam como um instrumento para ceder
crédito. E agora, com a crise
nos EUA, pode ser a grande oportunidade
para a China comprar ativos americanos
por preço barato. A China, de
forma seletiva, pode ir às compras”,
diz Luiz Iani, sócio da DLM Invista.
Iani também concorda que a China,
grande consumidora de commodties (inclusive
do Brasil), como aço, minério
e soja, vai ditar o crescimento do mundo
nos próximos anos. Se a China
crescer, o mundo cresce. Se a China
parar, o mundo pára. “O
comportamento da China vai ditar o comportamento
de outros países e dos preços
de commodities em geral”, completa.
“As
esperanças de que a crise se
amenize aumentaram depois que o presidente
da China disse que o país vai
continuar comprando títulos americanos”,
diz André Perfeito, economista
da Corretora Gradual. “Afinal,
as economias da China e dos EUA estão
simbioticamente ligadas. Seja como for,
depois da crise, a China vai ter um
novo papel no mundo. Ela já está
se movimentando no mundo inteiro, inclusive
construindo portos na África
”, frisa. Pequim não esconde
de ninguém suas ambições
globais.
Brasil
Muito
do crescimento da economia brasileira
também depende da China, para
onde o país exporta principalmente
minério, aço e soja. Atualmente,
o fluxo comercial entre os dois países
gira em torno de US$ 50 bilhões
anuais – e a China caminha para
ser o segundo maior parceiro comercial
do Brasil, perdendo apenas para os Estados
Unidos e superando a Argentina.
Com
a crise, ainda pairam dúvidas
sobre a força do crescimento
chinês. O comércio é
responsável por 70% da economia
chinesa, principalmente a venda de produtos
manufaturados baratos para os Estados
Unidos e Europa. Mas, se a demanda nestas
regiões cair, muito provavelmente
a produção chinesa será
afetada e o superávit comercial
do país também. As exportações
para os EUA caíram 20%. Há
informações de que os
produtores de aço diminuíram
a produção em 20% e que
milhões de toneladas de ferro
estão encalhadas em portos chineses.
Existem
opiniões diferentes sobre até
que ponto a economia chinesa perderá
força. “Segundo o governo
chinês, a economia não
vai cair mais além dos 8%”,
disse David Roche, fundador da consultoria
Independent Strategy, de Hong Kong.
Outros analistas afirmam que a queda
será muito menor e levará
a um crescimento entre 8% e 9%. O que
interessa ao Brasil é descobrir
quais os setores da economia da China
que continuarão crescendo –
e a que ritmo.
Fonte: Estado de Minas
21/10
- MP denuncia ex-governadores
por desvio de R$ 120 milhões
no Cardiominas
O
Ministério público de
Minas Gerais (MP-MG) denunciou à
Justiça os ex-governadores Hélio
Garcia (1984-1987 e 1991-1995) e Newton
Cardoso (1987-1991) por irregularidades
na construção do Cardiominas,
em Belo Horizonte. A obra hospitalar
consumiu investimentos milionários
e ficou paralisada por mais de 10 anos,
até a retomada e a transformação
no Centro de Especialidades Médicas,
inaugurado ano passado. Ação
civil ajuizada pela Promotoria de Defesa
do Patrimônio Público pede
que os dois políticos e seis
ex-diretores do Departamento de Obras
Públicas (Deop) devolvam ao erário
R$ 120 milhões, supostamente
desviados ou pagos indevidamente durante
os anos de construção.
Os promotores querem ainda o bloqueio
de bens dos envolvidos.
Idealizado
por Hélio Garcia, o Cardiominas
começou a ser projetado em 1986,
em seu primeiro governo. Dois anos depois,
iniciou-se a construção,
na gestão Newton. Em 1995, com
Garcia de volta ao Palácio da
Liberdade, foi anunciado o fim dos trabalhos,
depois de pelo menos três paralisações.
O inquérito que apura as irregularidades
é do mesmo ano, mas só
em 2006 os promotores tiveram acesso
a documentos do Tribunal de Contas do
Estado (TCE) que fundamentaram a denúncia.
O
promotor Eduardo Nepomuceno, responsável
pelo caso, diz que foi constatado superfaturamento
e pagamento de serviços em duplicidade.
O consórcio formado pelas construtoras
Cojan e Santa Bárbara venceu
licitação para tocar a
obra, ao custo de US$ 53,2 milhões,
mas teria recebido recursos sem concluir
vários compromissos. O orçamento
estourou e o estado publicou aditivos
contratuais.
O
fator de reajuste da obra, fixado em
97%, era mais que 100% superior que
o teto praticado pelo mercado à
época (40%), o que teria gerado
um prejuízo de US$ 5 milhões
(R$ 10,5 milhões). Uma empresa
de consultoria – a Karman Planejamento,
Construção e Organização
de Hospitais Ltda. – teria recebido
dinheiro para fazer o mesmo serviço
de outra, a AML Serviços Técnicos
de Engenharia Ltda., o que sangrou os
cofres públicos em mais US$ 1
milhão (R$ 2,1 milhões).
Valor
idêntico teria sido pago a maior
na instalação do canteiro
de obras. O estado teria desembolsado
mais US$ 4,5 milhões (R$ 9,5
milhões) em serviços que
não foram prestados e US$ 1 milhão
(R$ 2,1 milhões)por compras e
serviços que não estavam
na planilha. Mas os valores mais altos
referem-se à compra de equipamentos
para o hospital, que nunca saiu do papel.
O governo de Newton teria gasto 22 milhões
de marcos alemães (R$ 55 milhões),
sem licitação pública,
para comprar equipamentos que nunca
foram usados de uma empresa húngara.
“A maioria se perdeu e os poucos
que sobraram, obsoletos, foram subutilizados
pela Fundação Hospitalar
de Minas Gerais (Fhemig)”, afirma
o promotor.
Passivo
O
estado também assumiu o passivo
da Fundação Instituto
do Coração de Minas Gerais
(Cardiominas), que contava com servidores
contratados, por recrutamento amplo,
para os cargos de presidente e de diretoria,
embora o hospital fosse apenas um projeto.
O
promotor explica que construtoras e
demais empresas envolvidas na construção
da unidade de saúde se beneficiaram
indevidamente do dinheiro público,
mas será necessário aprofundar
as investigações para
constatar se houve enriquecimento ilícito
dos governantes e seus funcionários.
“Vamos pedir a quebra dos sigilos
fiscal e bancário dos envolvidos”,
adianta. Além de Newton e Garcia,
são réus no processo,
que corre na 4ª Vara da Fazenda
Pública Estadual, os ex-diretores
do Deop Ubiratan Soares de Sá,
Dário Rutier Duarte, Hélio
Caixeta Borges, Nélzio de Assis,
Francisco de Lima Rodrigues Vieira e
Ricardino Augusto Novaes Filho.
Os
promotores não ajuizaram ação
criminal contra os envolvidos, por peculato
e corrupção, entre outros,
porque os crimes prescreveram. Segundo
Nepomuceno, à luz da legislação
atual, caberia também enquadrá-los
por improbidade administrativa, mas
a lei que regulamenta esse tipo de prática
é posterior ao caso Cardiominas.
Procurado em sua residência, Newton
não foi encontrado e Hélio
Garcia está interditado pela
família.
Irregularidades
•
R$ 55 milhões foram gastos, sem
licitação, na compra de
equipamentos hospitalares que não
foram usados e ficaram obsoletos ou
se perderam
•
R$ 2,1 milhões foram pagos ao
consórcio Cojan/Santa Bárbara
para serviços de demolições,
carga e transporte, entre outros, mas
já haviam sido feitos. Aditivos
contratuais aumentaram o valor em 130%.
•
A Karman Planejamento, Construção
e Organização de Hospitais
Ltda. foi contratada para fazer o mesmo
serviço da AML Serviços
Técnicos de Engenharia Ltda..
O prejuízo foi de R$ 2,1 milhões.
Fonte: Estado de Minas
20/10
- Universitários
nos EUA querem criar 'cerveja anticâncer'
Um
grupo de estudantes da Universidade
Rice, no Estado americano do Texas,
pretende criar uma cerveja transgênica
que contém resveratrol, uma substância
química presente no vinho que
tem se mostrado capaz de reduzir os
riscos de câncer e doenças
cardíacas em experiências
com ratos de laboratório.
Os
estudantes estão tão entusiasmados
com o projeto que vão inscrevê-lo
no maior concurso internacional de biologia
sintética, o iGEM (International
Genetically Engineered Machine), que
será realizado nos dias 8 e 9
de novembro em Cambridge, no Estado
americano de Massachusetts.
Na
competição, as equipes
utilizam DNA para criar organismos vivos
que fazem coisas incomuns, como bactérias
que se comportam como um filme fotográfico.
Esta
é a terceira vez que o grupo,
conhecido como Rice BiOWLogists, entra
na competição. No ano
passado, os estudantes apresentaram
um vírus bacteriano que combatia
a resistência a antibióticos,
mas não levou o prêmio.
"Depois
do concurso do ano passado, estávamos
conversando sobre o que faríamos
este ano", disse Taylor Stevenson.
"Peter Nguyen (outro estudante)
fez uma piada sobre colocar resveratrol
na cerveja, mas nenhum de nós
levou à sério."
Mas,
quando a equipe começou a pensar
em um novo projeto, descobriu que haviam
sido publicados muitos trabalhos científicos
sobre a modificação de
fermento com genes ligados ao resveratrol.
Fase
teórica
Por enquanto, a pesquisa dos estudantes
de Rice está na fase teórica.
Eles ainda não produziram uma
gota sequer de cerveja. Estão
trabalhando, no momento, na criação
de uma variedade transgênica de
fermento que deverá produzir
resveratrol ao mesmo tempo em que fermenta
a cerveja.
A
equipe tem planos de fermentar algumas
doses para teste nas próximas
semanas, que conterão "marcadores"
químicos de sabor ruim necessários
para que sigam a experiência.
Esse produto não será
consumido, de acordo com os estudantes.
Até
hoje, só uma variedade de fermento
transgênico foi aprovada para
uso em cervejas, e os jovens pesquisadores
dizem acreditar que vai levar muito
tempo para que sua criação
seja apreciada.
Estudos
indicam que o resveratrol possui propriedades
antiinflamatórias, anticâncer
e produz benefícios cardiovasculares
para animais de laboratório.
Ainda
não foi estabelecido se a substância
oferece benefícios também
a seres humanos, mas o resveratrol já
é vendido em lojas de produtos
naturais.
Fonte:
Estaminas
20/10
- Lula afirma
que crise financeira ainda não
afetou empresários brasileiros
São Paulo - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva disse neste
domingo que a crise financeira internacional
ainda não surtiu efeitos na economia
nacional. “Duvido que alguém
já tenha sentido essa crise na
empresa que trabalha, pelo contrário”,
afirmou Lula, em comício eleitoral
em São Bernardo do Campo, na
grande São Paulo.
“Estamos
com problemas no prazo de entrega de
carros, com problema no prazo de entrega
de caminhões”, disse em
referência à atividade
industrial.
Ainda
segundo o presidente, nem o governo
nem as principais empresas brasileiras
modificaram seus planos de investimento
devido aos desdobramentos da turbulência
da economia dos Estados Unidos e da
Europa.
“O
presidente da Vale [Roger Agnelli] afirmou
que não vai parar um investimento
programado para o Brasil; o companheiro
Gerdau [Jorge Gerdau Johannpeter], dono
de grande siderúrgica, afirmou
que não vai parar um projeto
que tem; nós não vamos
parar um único projeto do PAC
[Programa de Aceleração
do Crescimento]; e a Petrobras não
vai parar um projeto dela”, afirmou.
Para
Lula, só o setor de importação
preocupa. Ele disse, porém, que
o governo tem tomado medidas para compensar
possíveis perdas para o Brasil.
“A
redução das importações
pode ter efeitos aqui. Por isso é
que vamos continuar fomentando o crescimento
do mercado interno”, disse.
Fonte:
Estaminas
17/10
- Comércio quer preço
mais alto no pagamento com cartão
Quem quer desconto? Com esse lema, os
lojistas saíram na defesa do
Projeto de Lei 213/207, que passou pelo
Senado na terça-feira e agora
seguiu para apreciação
na Câmara dos Deputados. É
que a nova legislação
defende a fixação de preços
diferenciados para compras em dinheiro
e com cartão de crédito.
Hoje, tal prática é considerada